terça-feira, 6 de abril de 2021

Bolsonaro empossa seis ministros em cerimônia discreta no Planalto

Foto: Reprodução Twitter Ricardo Barros

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) empossou na manhã desta terça-feira (6), em cerimônia no Palácio do Planalto, os seis indicados a cargos no primeiro escalão do governo federal. O evento ainda contou com um ato simbólico de transferência do cargo de ministro da Saúde ao médico Marcelo Queiroga, que já atua oficialmente no comando do ministério desde o dia 23 de março, quando assinou o termo de posse em cerimônia discreta no gabinete do presidente.

A cerimônia de posse estava prevista para ocorrer com transmissão ao vivo e presença de jornalistas, mas, às vésperas do evento, o governo optou por um encontro discreto com os novos membros do governo e suspendeu a cobertura da imprensa. Apuração feita pela CNN verificou que os ministros foram empossados um por vez e realizaram um breve discurso após oficializarem a posse do cargo.

A maioria dos nomeados já exerciam funções em suas respectivas pastas. As mudanças afetam os ministérios da Casa Civil, Secretaria de Governo, Defesa, Justiça e Segurança Pública, Relações Exteriores, além da Advocacia Geral da União (AGU). Apesar das substituições afetarem seis órgãos de estado, somente três indicados não faziam parte do governo.

Dentre os novos integrantes do governo Bolsonaro está a deputada federal Flávia Arruda (PL-DF), que assume a Secretaria de Governo no lugar de Luiz Eduardo Ramos – transferido para a Casa Civil -, com o intuito de fazer a interlocução com o Congresso; o diplomata Carlos Alberto Franca França substitui Ernesto Araújo no Itamaraty e o delegado da Polícia Federal, Anderson Torres, assume a pasta da Justiça e Segurança Pública no lugar de André Mendonça que volta à AGU.

A mudança no corpo ministerial que mais repercutiu foi a troca de comando no Ministério da Defesa, de onde saiu o general Fernando Azevedo para dar lugar ao ex-ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto. A substituição foi seguida por demissão coletiva dos comandantes das Forças Armadas e definição de novos nomes para chefiar o Exército, a Marinha e a Aeronáutica.

CNN Brasil