sábado, 10 de abril de 2021

Caixa não subirá juros de financiamento imobiliário mesmo com alta da Selic, diz Guimarães

 Caixa não subirá juros de financiamento imobiliário mesmo com alta da Selic, diz Guimarães

O presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, afirmou que a instituição não subirá as taxas de juros de financiamentos imobiliários mesmo com a elevação da taxa básica (Selic) em 0,75 ponto percentual, a 2,75% ao ano.

O executivo explicou que a modalidade com taxa fixa leva em consideração a curva longa de juros e não a de curto prazo, que é a Selic. As taxas indexadas, que são corrigidas por algum indicador, permanecerão com o mesmo valor fixo, mas poderão subir de acordo com o índice.

“A vida média de crédito imobiliário da Caixa fica em torno de 8 anos. A decisão do Banco Central reduziu um pouco o câmbio e segurou as expectativas das taxas mais longas. Só vamos elevar os juros se houver expectativa de taxas longas superiores às atuais”, assegurou em evento virtual promovido pelo InfoMoney nesta sexta-feira (9).

A Caixa tem quatro modalidades de crédito imobiliário: a pré-fixada, de no mínimo 8,5% (que não será alterada), e as pós-fixadas corrigidas pela poupança, pela inflação ou pela TR (Taxa Referencial).

As pós-fixadas possuem uma parte fixa acrescida da correção atrelada aos indicadores.

“A que é corrigida pela poupança é diretamente influenciada pela taxa básica porque a modalidade rende 70% da Selic, quando a taxa básica está abaixo de 8,5%”, explicou Guimarães.

“Em relação à taxa atrelada pela TR, que hoje está em zero, pode ter uma variação na parte fixa se houver aumento contínuo, mas não estamos discutindo neste momento”, disse.

Segundo o presidente da instituição, mesmo com os resultados negativos da poupança nos três primeiros meses do ano, com mais saques que depósitos, não faltarão recursos para o crédito imobiliário.

“Temos aproximadamente R$ 400 bilhões em poupança e R$ 500 bilhões em crédito imobiliário. Como parte da modalidade é feita com recursos do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço], temos uma sobra de cerca de R$ 150 bi. Ainda temos muito espaço para crescer e não faltará fonte de recursos por pelo menos 2 a 3 anos”, disse.

Guimarães afirmou que a Caixa teve aumento de 103% no primeiro trimestre do ano na carteira de crédito imobiliário.

Folhapress

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