sábado, 10 de abril de 2021

Crise atinge 91% dos bares e restaurantes no Estado

 A Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel) divulgou nesta quinta-feira (8) o resultado de pesquisa nacional realizada com mais de dois mil empresários entre os dias 1 e 5 de abril em todo o país. Denominada Situação Econômica Alimentação Fora do Lar os dados da consulta indicam que mais de 90% dos estabelecimentos confirmaram dificuldade para pagar salários em abril.

No Rio Grande do Norte, os dados referentes a empregos e salários apontam que 91% dos empresários alegam ter problemas para pagar integralmente os salários de abril; e 81% usaram a Lei dos Salários, que permite suspensão de contratos e redução de jornada e ficaram com faturamento zerado em março por conta dos fechamentos determinados em decretos pelo Governo do Estado e Prefeituras Municipais.

Os fechamentos, que ocorreram nos meses de fevereiro e março para ajudar a conter o avanço da pandemia provocada pelo novo coronavírus, provocaram a queda abrupta no faturamento, segundo a Abrasel, e deixaram os empresários do setor acumularem dívidas ainda referentes ao ano de 2020.

“A ajuda que chegou para o setor foi insuficiente. Aqui no Rio Grande do Norte, 68% das empresas estão com algum tipo de pagamento em atraso. Desses, 70% devem o Simples Nacional. E 67% têm medo de sair do Simples por causa das pendências”, explicou o presidente da Abrasel no Rio Grande do Norte, Paolo Passariello.

Uma das questões que agrava a situação do setor de bares e restaurantes se refere à demora para prorrogação do prazo de carência do Pronampe, a principal linha de crédito para micro e pequenas empresas. A prorrogação por três meses já foi aprovada pelo Governo Federal, no entanto, os bancos tem autonomia para aderir ou não à decisão.

Uma das maiores críticas dos empresários é que a Caixa Econômica Federal, instituição financeira ligada ao Governo e a maior nas concessões de empréstimo pelo Programa – responsável por cerca de 41,5% do valor total emitido – ainda não liberou as prorrogações.

“Estamos há mais de dois meses na espera de uma nova MP dos salários, que permita a suspensão de contratos ou redução de jornada, com a contrapartida do BEm, o Benefício Emergencial. Em janeiro, nós já alertamos o governo federal de que a situação ficaria crítica. Sem isso, mesmo caminhando para a reabertura, muitos estabelecimentos não irão aguentar. As ajudas em alguns Estados e municípios foram bem-vindas, mas insuficientes”, sublinhou o presidente da Abrasel nacional, Paulo Solmucci.

A instituição estima que a demora para reedição da medida, contribuiu fortemente para o encerramento definitivo de mais 35 mil empresas do setor alimentação fora do lar, de dezembro até o momento, o que teria impactado cerca de 100 mil postos de trabalho em todo o país.

Auxílio
Diante do quadro de dificuldades para os trabalhadores dos setores de hospedagem, alimentação e eventos, os presidentes dos Sindicatos de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Rio Grande do Norte (SHRBS-RN), Habib Chalita; Empregados no Comércio de Restaurantes e Bares de Natal (Sindebarnat-RN), Flávio Teotônio; e dos trabalhadores em Bares e atividades similares do Rio Grande do Norte (SINTBARN), José Lemos, pediram que a governadora Fátima Bezerra disponibilize auxílios para as famílias que tiram seu sustento trabalhando nesses segmentos e há um ano estão desempregadas.

Para eles, milhares de famílias foram afetadas com a pandemia e “isso só piorou com os decretos que restringiram muito o trabalho fazendo com que muitas demissões acontecessem sem falar nos comércios que fecharam”.

Em ofício enviado à governadora, o Sindebarnat pede “a suspensão imediata da cobrança das tarifas de água e energia elétrica, auxílio aluguel de R$ 600, que poderá ser usado para pagamento de prestações da casa própria financiada pelo programa Minha Casa Minha Vida, fornecimento de cestas básicas que satisfaça a necessidade de uma família de até cinco pessoas ou inclusão dos trabalhadores no programa Renda família com cartão alimentação”.

No documento, é prevista a duração dos benefícios “por um período de seis meses”. Habib lembra que a cada dia que passa a situação tem se agravado mais e ressalta a necessidade de uma “atitude concreta por parte do Governo”. “Temos participado de muitas reuniões, sabemos que existem dificuldades, mas é preciso olhar por aqueles que contribuem para a economia do Estado”, afirmou.

TRIBUNA DO NORTE

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