quarta-feira, 14 de abril de 2021

Distribuição de vacinas gera embates entre Ministério da Saúde e gestores locais

 A distribuição de vacinas contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, tem gerado embates entre o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais de Saúde. O volume de repasses e a frequência têm divido os gestores em grupos antagônicos.

Apesar de o governo federal garantir que distribui as doses de forma igualitária e proporcional entre as unidades da Federação, os Executivos locais têm percebido distinções.

Um dos casos é no Espírito Santo. A coordenação do Programa Estadual de Imunizações e Doenças Imunopreveníveis do estado afirma que proporcionalmente, os estados do Norte receberam uma quantidade maior de vacinas que as demais unidades federadas.

“O estado já distribuiu todas as primeiras doses em estoque para os municípios, tendo em estoque apenas a reserva técnica e as segundas doses. Com a chegada da próxima remessa enviada pelo Ministério da Saúde, a expectativa é iniciar a vacinação do público de 60 a 64 anos”, detalha, em comunicado.

Problema semelhante é na capital federal. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal aponta que está recebendo menos doses proporcionalmente. A pasta enviará ofício ao Ministério da Saúde solicitando esclarecimentos.

“Os sete estados que estão à frente no ranking de aplicação de vacinas, estão recebendo mais doses, proporcionalmente, do que o Distrito Federal“, destaca, em nota.

Além disso, segundo a secretaria do DF, vários estados optaram por aplicar, como primeira dose, um percentual significativo das vacinas enviadas na última remessa como de segunda dose. “A Secretaria de Saúde decidiu seguir a determinação do Ministério de Saúde para que não ocorra o risco de ninguém ficar sem a imunização definitiva daqui a algumas semanas”, salienta o texto.

Apesar das queixas, estados como Santa Catarina, Ceará, Tocantins, Bahia e Pará informaram ao Metrópoles que os repasses de doses são proporcionais à população.

Porém, outras unidades da Federação preferiram não comentar o caso e passaram a responsabilidade para o Ministério da Saúde. É o caso do Mato Grosso. “Esse questionamento deve ser realizado ao Ministério da Saúde, que calcula e distribui as doses aos estados da federação”, resumiu o governo, em nota.

Versão oficial

O Ministério da Saúde garante que a distribuição de doses é proporcional e igualitária para todos os estados e Distrito Federal. O cálculo considera o público-alvo de cada etapa de distribuição.

“A seleção de grupos prioritários foi compactuada com entidades como o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e especialistas na área”, esclareceu, em nota.

O Brasil ultrapassou 13 milhões de casos confirmados do novo coronavírus e mais de 340 mil óbitos em decorrência da doença.

Até o momento, o Ministério da Saúde aplicou 25 milhões de doses da vacina (entre primeira e segunda doses). Atualmente, o país é o epicentro da doença no mundo.

METRÓPOLES

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