domingo, 23 de maio de 2021

Cientistas japoneses identificam proteína que restringe replicação do coronavírus

Replicação do vírus Sars-CoV-2 sendo suprimida pela proteína RIG-I em células pulmonares (direita); células do pulmão que não expressam RIG-I (esquerda) são expostas ao coronavírus. Proteínas de pico viral (verde) são detectadas 5 dias após a exposição (Foto: Taisho Yamada, et al. Nature Immunology)

Cientistas ao redor do mundo investigam incansavelmente possíveis mecanismos de defesa para conter o vírus da Covid-19, o Sars-Cov-2. Desta vez, pesquisadores japoneses identificaram uma proteína que diminui a replicação do coronavírus em células pulmonares humanas, podendo fortalecer a resposta imunológica contra o agente infeccioso.

A equipe, que trabalha na Universidade de Hokkaido, no Japão, registrou a descoberta em um estudo, publicado em 11 de maio no jornal Nature Immunology. O importante avanço pode ajudar até mesmo pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), um fator de risco para a Covid-19, que engloba duas condições principais: bronquite crônica e enfisema.

Os pesquisadores realizaram testes em culturas de células pulmonares com a chamada proteína RIG-I, que faz parte do grupo de Receptores de Reconhecimento de Padrões (PRRs). Como sugere o nome, o conjunto reconhece micróbios no nosso corpo e desencadeia respostas imunológicas contra eles.

De acordo com comunicado, a RIG-I já era anteriormente conhecida por ser capaz de detectar alguns vírus de RNA, tal como o vírus da gripe. Mas o estudo trouxe a novidade de que essa proteína suprime a multiplicação do Sars-Cov-2.

O único problema foi que esse mecanismo não persistiu em duas amostras de células coletadas de pacientes com Covid-19 que também tinham DPOC. Após 5 dias, já foi possível detectar a replicação contínua do coronavírus novamente.

Todavia, os cientistas conseguiram eventualmente contornar a situação. Para isso, utilizaram tretinoína, um ácido que regulou a expressão da proteína RIG-I nas células dos pacientes com DPOC.

“Descobrimos que os níveis de proteína de RIG-I podem ser significativamente regulados  de uma maneira dependente da dose após o tratamento com tretinoína nessas células derivadas de pacientes com DPOC”, explicam os pesquisadores, na pesquisa.

Os estudiosos acreditam que a RIG-I diminui a replicação do coronavírus devido a um elemento estrutural que ela carrega chamado domínio helicase. Esse interage com o material genético do malfeitor e bloqueia uma enzima responsável por tirar “cópias” do vírus, chamada de polimerase.

Galileu



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