sexta-feira, 21 de maio de 2021

Só 40,4% das pessoas a partir de 60 anos receberam a 2ª dose da vacina

 Com as constantes paralisações na campanha de vacinação contra o coronavírus devido à falta de imunizantes, o país experimenta atraso em muitos lugares na garantia de proteção da população contra a pandemia. Entre a população do país com 60 anos ou mais, até esta quinta-feira (20/5), 59,6% ainda não estavam devidamente imunizados, isto é, tendo tomado as duas doses recomendadas das vacinas disponíveis no país.

O Brasil tem cerca de 30,2 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que representa 13% de toda a população do país. Segundo o Ministério da Saúde, pouco mais de 12,2 milhões de idosos estão devidamente protegidos contra o novo vírus (40,4%). A primeira dose foi aplicada em 81,6% do contingente a partir dos 60 anos.

O último dia 17 marcou quatro meses desde a aplicação da primeira dose de vacina contra a Covid-19 no Brasil. Durante esse período, pessoas com 60 anos ou mais foram escalonadas segundo faixas etárias e chamadas para receber o imunizante, seguindo as regras estabelecidas pelo Plano Nacional de Imunização.

Entre os que tomaram apenas a primeira dose no grupo, a porcentagem é maior: 81,6%, o equivalente a 24,6 milhões de pessoas. A grande diferença entre os que tomaram uma ou duas doses se deve, principalmente, segundo o diretor do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renato Kfouri, a duas questões: alta taxa de “abandono vacinal” e a falta de vacinas para todos.

Kfouri afirma que a falta de imunizantes pode estar influenciando o fato de as pessoas não estarem procurando mais os postos de vacinação. “As pessoas chegam aos locais de vacinação e não tem vacina. Isso prejudica a confiança da população no programa”, afirma.

Angela Eduardo, de 66 anos, já foi ao posto de saúde duas vezes neste mês em busca da segunda dose. Moradora do município de São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, ela tomou a primeira dose da vacina fabricada pelo Instituto Butantan, a Coronavac, em 12 de abril. Com a volta marcada para o dia 8 deste mês, Angela foi recebida por um funcionário do posto de saúde dizendo que poderia voltar para casa; não havia nenhuma dose disponível para aplicação.

Sem nenhuma previsão para estar devidamente imunizada, Angela retornou esta semana atrás da vacina, e não também não teve sucesso.

“Me sinto indignada e sem saber o que fazer. Eu ainda tenho dinheiro para ir e tentar me vacinar, mas tem gente que não tem isso. Da última vez que fui, tinha gente que nem a primeira dose conseguiu tomar. É uma situação ruim para mim, e tem gente que está numa situação pior ainda. Me sinto mal com tudo isso’, lamenta Angela.

A escassez nas vacinas vem da falta de ingrediente farmacêutico ativo (IFA), que precisa ser enviado pela China aos laboratórios do Instituto Butantan, responsável pela Coronavac, e da AstraZeneca pela Fiocruz.

Nessa segunda-feira, o Ministério da Saúde informou a chegada entre os dias 22 e 23 de maio de uma remessa à Fiocruz para a produção de 12 milhões de doses de vacinas. Já o Instituto Butantan, receberá insumos da China para retomar a produção da Coronavac no dia 26 de maio, segundo afirmou o governador João Doria (PSDB).

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